As campanhas publicitárias atualmente tem representado as crianças com perfis contrastantes, mas independente da maneira que são apresentadas pela mídia, o intuito é o mesmo,incentivar o consumo.
Alguns anúncios direcionados ao público infantil, de maneira explicita ou não, tem apresentado um teor mais adulto, erotizando as crianças que são apresentadas como mini-adultas ou em situações que remetem a fantasias sexuais. As propagandas em que a erotização é mais evidente, logo, chamam a atenção de pais e órgãos responsáveis, acredito que o maior problema resida naquelas em que a erotização é camuflada através de um cenário mais suave ou em que as crianças assumam uma repesentação dos adultos.
A erotização infantil não está presente somente nas propagandas mas nas músicas e em programas de televisão,principalmente novelas.Nossas crianças passam cada vez mais tempo em frente do computador ou da televisão na maioria das vezes sozinhas, o que diminui muito a possibilidade de ocorrer a intervenção, desse modo elas vão internalizando valores e conceitos que são inadequados para a sua idade.
Esta estimulação precoce das crianças tem tranasformado crianças em miniadultos,é comum vermos meninas com 9 ,12 anos parecendo e agindo como se fossem mulheres. E toda esta erotização atrai sobre elas olhares tornando-as muitas vezes alvos vulneráveis a pedofilia, a criança não tem noção que está seduzindo,simplesmente considera que está na moda, ela compra a imagem que viu na televisão do personagem ou do artista que gosta.Cabe ressaltar que a erotização também atinge os meninos.
No lado oposto, temos a "infância soft" termo utilizado por Camila Borges e Susana Cunha, para designar a imagem de crianças retratas com uma aparência muito meiga, perfeita, quase angelical. Nestas propagandas todos as crianças são lindas, bem cuidadas e amadas pela sua família criando uma áurea de vida ideal.
Apesar dos conceitos aparentemente serem totalmente antagônicos, eles trazem semelhanças importantes.Nos dois conceitos mais que produtos, imagens são comercializadas e consumidas. Com a erotização, a menina passa ser vista mais cedo como mulher e sua jovialidade passa ser um ponto a ser consumido,a sua jovialidade é "transferida" para quem está com ela. Na "infância soft" a imagem de vida perfeita é um dos produtos, como se ao adquirir o que está sendo oferecido, tenha garantido que o bebê será perfeito, não haverá cansaço e toda a família perfeita será sinal do seu sucesso.
É interessante notar, que através destes conceitos a crianças seria uma figura angelical e passaria para uma próxima etapa onde ela é representado como uma mini-adulta em sua maneira de vestir e agir. Cabe nos perguntar o que acontece com aquelas que não se encaixam nos dois conceitos apresentados, como aquela crianças que querem simplesmente brincar ou para aqueles bebês que não são "perfeitos", ou que choram demais... E principalmente, como ficam as crianças que tem sua direto a infância interrompido pela violência e o descaso da sociedade?
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