Muito se fala e se sobre trabalhar com alunos de inclusão, este ano tenho um aluno com Síndrome de Asperger, confesso que teorizar é muito diferente do que vivenciamos na prática, quando se tem conhecimento que na nossa turma ha uma inclusão a primeira coisa que vem a cabeça, pelo menos na minha foi: como trabalhar com este aluno?
Atualmente me vejo retomando situações que teorizei em uma postagem em 2017 : De perto ninguém é normal! Realmente se formos olhar somos todos diferentes uns dos outros, mas a questão é, e quando estamos em um grupo do qual somos obrigados a pertencer, como no caso de uma escola? Como percebemos o outro que é considerado inclusão por alguma razão,mas, ao mesmo tempo é igual em todos em os outros aspectos?
Trabalhar com meu aluno com autismo tem sido um aprendizado, tirando o choro pela mãe ele em nada difere dos demais, a relação com os colegas é de profundo acolhimento, todos se preocupam quando ele se despera por não ver a mãe ou por não ter trazido um lanche.
E nesta questão entra, o coitadismo que muitas vezes não percebemos, como tratá´-lo quando tem estas crises? Simplesmente como seria com qualquer outra criança, se explica o que está acontecendo e não se fica superprotegendo.
Ou seja, muito ainda temos que aprender sobre como trabalhar com alunos de inclusão e transcorrido dois meses de aula, percebo que possuo outro alunos que apesar de não serem de inclusão possuem também suas limitações.
Esta percepção faz parte do meu cotidiano, mas agora ela adquiriu uma outra forma de olhar, resultado de se analisar o aluno que possui laudo e aquela que por negligencia da família possuem limitações, que demorarão muita a serem sanadas se as famílias não assumiram seus papel.
Deixo como sugestão uma reportagem exibida pelo Globo Esporte/ RS no dia 20/04/19 sobre judocas com Síndrome de Down, que fala exatamente da aceitação e superação.
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