Estamos vivendo um período conturbado de nossa história,o cenário político com o qual nos deparamos é sombrio,a radicalização de opiniões acabam dificultando um debate de ideias o que assistimos é uma avalanche de ataques, uma busca de apontar o lado obscuro do outro candidato.
Neste cenário, qual o papel da educação? Paulo freire já falava a respeito da leitura do mundo, e neste momento ela se torna imprescindível, como vejo a sociedade em que vivo? Que desejo para o futuro? A resposta a essa perguntas são pessoais,no entanto, precisamos pensar a sociedade como um todo, pensar no bem comum, as escolas associações de bairro são exemplos de espaços que devem servir não somente para o debate mas como para um aprofundamento da reflexão das relações sociais , sejam elas na escola, em família ou no contexto maior.
Intransigência tem sido a marca da deste período, tem se buscado um culpado e um salvador da pátria, no entanto, não existem salvadores da pátria e nem um único culpado, o que há são homens que deveriam ter seu pensamento aliado com a sociedade, uma sociedade que está baseada na diversidade seja religiosa, étnica, ...
O que somos em termos de sociedade é o reflexo das nossas escolhas, sejam elas pessoais ou políticas, o fato é que somente através de uma educação que vise tornar um cidadão crítico, consciente de seus direitos e obrigação e poderemos mudar este país, o radicalismo seja ele de que natureza , empobrece o debate, impede que a troca de ideias ocorra. Deixe para reflexão um trecho, mais atual do que nunca, do livro Política e educação de Paulo Freire.
Isso não deve significar,porém, que as diferenças de opções que marcam os distintos discursos devam afastar do diálogo os sujeitos que pensam e sonham diversamente. Não há crescimento democrático fora da tolerância que, significando, substantivamente, a convivência entre dessemelhantes,não lhes nega contudo o direito de brigar por seus sonhos.
O importante é que a pura diferença não seja razão de ser decisiva para que se rompa ou nem sequer se inicie um diálogo através do qual pensares diversos,sonhos opostos, não possam concorrer para o crescimento dos diferentes,para o acrescentamento de saberes. (FREIRE,2001 s. p.)
Referência:
FREIRE,Paulo. Educação Permanente e as Cidades Educativas in: Política e Educação:ensaios. 5ª ed. São Paulo:Cortez 2001. Coleção Questões da nossa Época vol. 23.

ResponderExcluirOi Ana Cíntia! Postagem importante essa tua sobre a reflexão do momento eleitoral que estamos vivendo agora. Contudo vou deixar a missão pra ti. Contarias essa postagem como uma das 15? Ela se enquadra em interpretativa ou reconstrutiva conforme o que a professora nos apontou? Interpretativa ou reconstrutiva em relação ao Curso e/ou a prática da sala de aula? Por enquanto não vou contar. Fico no teu aguardo. Abraço, Betynha - Tutora PEAD2/UFRGS - Seminário Integrador, Eixo VIII.