Muito tem se discutido a respeito da inclusão de alunos com necessidades especiais em escolas regulares.O defensores desta ideia afirmam que escolas como haviam antigamente,chamadas especiais, reforçariam a exclusão. Em contrapartida, devemos considerar a realidade da maioria das escolas brasileiras,poucos professores estão realmente habilitados para trabalhar com a inclusão, as escolas não dispões de meios para assegurar o pleno desenvolvimento destas crianças.
Referente aos alunos surdos e a questão da inclusão em escolas regulares também provoca debates. Quando o professor,sendo ouvinte,tem entre seus alunos uma criança surda se depara com um grande desafio,pois, terá poucos subsídios para trabalhar com este aluno. De acordo, com a professora Bianca R. Pontin, para que um pessoa possa ter domínio sobre a língua de sinais mais do que fazer cursos é necessário que ela esteja frequentemente em contato com surdos.
Portanto,apesar de buscar um conhecimento para trabalhar com este aluno, não verá seu trabalho plenamente desenvolvido. Para que o aluno e o professore tivessem um bom desempenho seria muito importante que houvessem professores interpretes que atuassem diretamente em sala de aula e que no contraturno as crianças pudessem ter um atendimento mais individualizado onde teria oportunidade de trabalhar mais a língua de sinais e ter contato com materiais mais específicos.
As escolas bilíngues são uma reivindicação da comunidade surda, nessas escolas as crianças aprenderiam a língua de sinais,pois em muitos casos a família desconhece libras. Paralelamente aprenderiam a escrever em português assegurando desta forma sua total inserção na sociedade.Frequentando uma escola bilíngue as crianças se reconheceriam em seus colegas e professores e isto auxiliaria na construção de sua identidade enquanto surdo,que poderá optar por utilizar-se somente da línguas de sinais ou então, na colocação do implante coclear.
Olá Ana Cíntia,
ResponderExcluirAs escolas regulares estão no inicio da promoção da inclusão, ainda são necessários muitos ajustes tanto no ambiente escolar quanto na preparação e qualificação dos professores. Infelizmente toda adequação demora e são nossos alunos que perdem.
Att,
Rocheli