domingo, 25 de setembro de 2016

A importância da História

     Em uma semana em que uma medida provisória do governo federal, visando a reformulação do Ensino Médio no Brasil,traz à tona o debate sobre a qualidade do ensino e o currículo escolar. Devemos  refletir sobre a importância da disciplina de História neste contexto.
      Durante muitas décadas o ensino da História resumia-se a decorar datas e nomes dos heróis que fizeram a história, que por muito tempo foi escrita  pelos vencedores. A compartimentalização do ensino não possibilitava aos alunos fazerem relação entre o que acontecia na Europa e os acontecimentos aqui no Brasil,assim como, os considerados fatos marcantes da história eram apresentados aos alunos  de maneira estanque, sem considerar o processo. Por exemplo, apesar da tomada da Bastilha ser considerada uma marco para o inicio da idade contemporânea,mais importante do que o acontecimento em si, são os fatores o que corroboraram para  a sua queda e os desdobramento deste fato não somente na Europa como na América.
  No entanto, muitos professores tem procurado  mostrar para seus alunos  a importância de se analisar o processo histórico,assim como da micro história, onde foi dada visibilidade aos que até então eram marginalizados pelos historiadores,por não serem grandes generais ou reis.
  Por muito tempo a história era analisada por dois viés o politico e o econômico. A história social,das mentalidades  não eram consideradas   com seriedade,mas no entanto não podemos analisar as mudanças sociais somente por um aspecto, é preciso compreender seus impactos e como a sociedade se organizou diante de tais mudanças.
  Por este motivo,concordo com Daniel Caras, o ensino da  Sociologia,  Artes, assim como, da História possibilitam a formação de um cidadão completo, capaz que posicionar se criticamente pois lhe foi dada a oportunidade de exercer o livre pensamento, ou seja, o aluno foi encorajado formular hipóteses, a debater  e principalmente  questionar  e argumentar sobre seu ponto de vista. 
     Medidas como esta proposta pelo governo, já foram feitas,  a conotação agora pode ser outra mas o cerne é o mesmo de outras épocas. Quando um aluno estuda sobre os processos sociais seja na História ou na Sociologia, torna-se capaz de identificar o pano de fundo de atitudes que lhe são apresentadas independente da maneira que estas sejam colocadas.E esse é o grande perigo de ter alunos que pensem com autonomia.
    

domingo, 18 de setembro de 2016

Pensando as tradições

  Estamos na Semana Farroupilha,um momento muito  caro  para muitos gaúchos,  pois ressalta -se o  orgulho por nossas tradições e história. É um  período que aflora o tradicionalismo.
   Durante esta semana,nas escolas vemos crianças trajando com orgulho a vestimenta gaucha, durante as aulas trabalhamos lendas  e ensinamos sobre a nossa história. No entanto, o mesmo cuidado e preocupação que tratamos a alfabetização  e a matemática, precisamos ter em relação a Estudos Sociais,mais que trabalhar datas comemorativas devemos ter o compromisso de  respeitando a faixa etária de nossos alunos esclarecer alguns fatos relacionados com a nossa história regional e nacional.
     Muitos estudos tem sido feitos trazendo á tona outras versões de fatos históricos, fatos estes que inicialmente foram contados pelos vencedores ou por aqueles que tinham interesses em manter  ou criar uma imagem.  Portanto, precisamos  ter claro que para  nosso aluno  possa construir uma  visão critica da sociedade em que está inserido, é necessário oportunizar que tenha acesso a esta  bibliografia.
    Para que este processo ocorra é necessário que o professor esteja preparado,compreender como nossa história foi construída, para que possamos debater sobe os desdobramento de muitos fatos históricos não reforçando deste modo a versão dos vencedores.

domingo, 11 de setembro de 2016

A tecnologia na escola

     
     Há dois anos os alunos da minha escola ganharam computadores portáteis para trabalhar em sala de aula.A chegada, destes equipamentos, criou uma grande expectativa dentro da comunidade escolar. Os professores receosos em relação a maneira que utilizariam  os nets em aula  e os alunos ansiosos em poder jogar e navegar na internet na escola.
     No entanto, a prática apontou alguns pontos que não haviam sido cogitados,apesar de, dominarem a tecnologia a maioria dos alunos não sabiam digitar um texto, fazer uma tabela.Por outro lado, muitos professores  conseguiram perceber que utilizando-se desta tecnologia poderiam trabalhar de uma maneira diferente, sanando dificuldades que os alunos possuíam,como por exemplo a produção textual. Infelizmente, atualmente, muitos destes nets estão estragados pelo mau uso dos alunos, que  levavam  o equipamento para casa.
       O descompasso,em termos do uso da tecnologia, entre a escola  e a realidade existente fora de seus muros há muito vem sendo discutido. Pois, não podemos desconsiderar que nossos alunos  se utilizam da tecnologia em seu cotidiano, mas, como relatei acima precisam utiliza´-la como mais uma ferramneta em seu processo de aprendizagem. Neste sentido ALMEIDA 2014, afirma "(...) utilizá-las é se aproximar das gerações que hoje estão nos bancos das escolas."
        Quando falamos em tecnologia pensamos logo em computadores, utilização da internet para pequisa,mas muitas vezes estes recursos não estão disponíveis em nossas escolas. Então por que não utilizar o telefone celular não presente na vida de nossos alunos? Muitos professores tem utilizado desta tecnologia para fazer videos, pesquisas, no lugar da proibição transformar o celular em aliado para que as aulas sejam mais instigantes para nossos alunos.
      Referências: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconci. A tecnologia precisa estar presente na escola.Educar para crescer.2014. Texto de Elisângela Fernandes.  Disponível em http://educarparacrescer.abril.com.br/gestao-escolar/tecnologia-na-escola-618016.shtml acesso em 11/09/16.

Imagem disponível em: https://bibliopedagogia.wordpress.com/2016/03/06/tecnologia-na-sala-de-aula/ acesso em 11/9/16
         

domingo, 4 de setembro de 2016

Paixões

   O eixo quatro iniciou-se oficialmente na última segunda feira,vinte e nove de agosto.As interdisciplinas que serão abordadas neste semestre  estão muito ligadas ao afetivo tanto de alunos como dos educadores.
   Muito destes sentimentos estão intimamente ligados não somente como o professor trabalha estas disciplinas,Ciências, Matemática e Estudos Sociais, como também sua relação com as mesmas como educador e por que não dizer aluno. Particularmente,enquanto, aluna precisava gostar do professor de matemática para poder ir bem na disciplina caso contrário  a recuperação era certa, enquanto, Estudos Sociais as aulas sempre fluíram muito bem independente da minha relação com o professor.
    Como estas experiências se refletem em minha sala de aula,agora enquanto educadora? Tenho buscado fazer com que a matemática tenha sentido para meus alunos, que consigam vê-la como parte de seu cotidiano,ou seja, as atividades matemáticas precisam ter significado para eles. Mas não tenho como negar as aulas de Estudos Sociais fluem com muito mais leveza e me são muito mais prazerosas. Em relação a Ciências,que pelo seu perfil mais prático, dificilmente as crianças não gostam desta disciplina que mexe tanto com a curiosidade delas.
     Percebo que em relação a Estudos Sociais infelizmente muitos professores ainda a resumem somente as datas comemorativas onde reproduzem ideias que tem sido questionadas ao longo dos tempos. Possivelmente este posicionamento esteja ligado ao conceito,presente também nos Anos Finais, que matérias importantes são Português e Matemática e demais disciplinas agregam muito pouco ao estudante com tantas dificuldades de aprendizagem.No entanto, um texto bem trabalho sobre a Revolta dos Farrapos pode não somente englobar outras disciplinas como Português, como fazer nosso aluno refletir sobre a manipulação de informações e a consequência desta para a sociedade. 
         Sejo que as interdisciplinas deste semestre tragam não somente conceitos para que possamos embasar nossas aulas,como também, atividades práticas que despertem em nossos alunos o prazer  de apender.