domingo, 4 de junho de 2017

Novas diretrizes

 
   Nas última décadas a educação no Brasil  tem passado por transformações que segundo seus idealizadores teriam como objetivo a melhoria na educação brasileira, aumentado os índices ,principalmente no que se refere a alfabetização. Em um primeiro momento se estabeleceu o bloco de alfabetização, por este princípio nos três primeiro anos do ensino fundamental a criança não reprovaria, pois, compreendendo que a alfabetização é um processo e portanto cada criança teria seus tempo, teoricamente a criança completaria seu processo de alfabetização ao final do terceiro ano, isto significaria que quando inicia-se o quarto ano as crianças já seriam capazes de ler e interpretar um texto, compreendendo a função da escrita e da leitura, cabendo ao anos seguintes um aprofundamento tanto na leitura e na interpretação quanto em relação a ortografia e gramática.
   No entanto, o que se mostrou no ano seguintes foram que as crianças chegavam ao terceiro ano com muitas lacunas,muitas estavam na etapa inicial de seu processo de alfabetização, cabendo ao terceiro ano sanar todas as dificuldade, resultado altos índices de reprovação no terceiro ano, criança com dificuldades tanto na leitura quanto na interpretação nas séries seguintes. Diante deste quadro o governo lança mão de um programa que visava auxiliar os professores dando um suporte técnico  e teórico para que as dificuldades em relação a alfabetização fossem sanadas. Mas,  não houve um diferencial nos dados tanto em relação aos números de reprovação tanto nas dificuldades que a maioria das crianças enfrentam no bloco de transição ( 4º ano e 5º ano), sendo, assim, novas regras estão sendo propostas  como uma base curricular comum e a  reprovação no segundo ano.
  Neste sentido devemos parar e refletir se isto não melhorar os índices de reprovação e no domínio da leitura e da escrita, retornaremos a reprovar no 1º ano? Será o que o problema está em reprovar e em qual ano isto deve ocorrer? Acredito que que a questão não é esta, percebo que o problema está muito além, disto, passa pelo fato do desinteresse das famílias na vida escolar de seus filhos, na maneira como eles veem a educação. Como oferecer uma educação de qualidade com escolas sucateadas? Nossos recursos são muito poucos e quase sempre os parcos recursos que possuímos são produzidos por nós, muitos de nossos alunos precisam de atendimentos especializados e os que procuram estes recursos esbarram na pouca oferta pelo sistema único de saúde.
 Deste modo,  os precisamos de reformas profundas na maneira que desejamos conduzir a educação no Brasil, mudar as leis só mudam os problemas de lugar.

Um comentário:

  1. Olá Ana Cintia,
    para muitos é ais fácil colocar a culpa no professor pelo fracasso escolar ao invés de refletir sobre o que é possível fazer para qualificar o ensino público.
    Att,
    Tutora Rocheli

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