Uma das questões que tem inquietado nestes últimos, refere -se ao primeiro ano. Tenho trabalho nestes últimos anos com o segundo ano, e tenho observado que a cada ano eles estão menos preparados, pelo menos é esta a realidade da minha escola.
Neste ano fiquei muito apreensiva,pois, mais de cinquenta por cento dos meus alunos encontram-se no nível pré-silábico 2. Tenho claro que o processo de alfabetização pode ser concluído até o terceiro ano.No entanto, penso que no terceiro ano o professor trabalharia mais a ortografia, consolidando a alfabetização. Mas, o que temos visto é um alto índice de repetência ou de crianças avançando com defasagens que consequentemente as prejudicam nos anos seguintes.
No que se refere a este ano especificamente, fico pensando como estas crianças chegaram na escola para avançarem tão pouco. Tenho buscado respostas, mas as que obtive, referem se ao tempo que eles tem para se alfabetizar e da falta de um consenso sobre a questão de alfabetizar ou não no primeiro ano. No meu ponto de vista alfabetizar deve ser um dos objetivo do primeiro ano, o processo terá um tempo diferente para cada criança,mas o trabalho deveria ser baseado na ludicidade focando a alfabetização.
Segundo Emilia Ferreiro as crianças não pedem permissão para aprender e nem esperam ter um professor em sua frente par que isto ocorra. Dessa forma, o que nos falta para que estas crianças consigam se alfabetizar no primeiro ano?
Frente a estas dúvidas, penso que nos cursos de pedagogia a cadeira de alfabetização deveria ter um aumento de carga horária . Há muitas teorias sobre o assunto,em cada uma delas há pontos negativos e positivos,e o sucesso do método vai ser resultado direto da segurança do professor em aplicá-lo. Segurança esta, que resulta não somente de leituras mas, de discussões mais aprofundadas com um maior embasamento teórico e estas discussões são propiciadas dentro de um ambiente acadêmico.
Olá Ana Cíntia,
ResponderExcluirQuais são as experiencias pré escolar destas crianças? Um ambiente alfabetizador desde a primeira infância faz muita diferença no desenvolvimento das crianças. É importante envolver as famílias neste processo.
Att,
Rocheli