Enquanto
educadora sempre considerei que o
brincar, o lúdico, são muito importante não somente para o estreitamento e
fortalecimento dos laços afetivos entre o professor e seus alunos como também no
relacionamento entre as crianças, no entanto, a importância do lúdico dentro da
escola por muito é considerado desnecessário,
ou deve estar presente em a Educação Infantil no máximo no 1º ano, após esta etapa da
escolaridade o lúdico deve se colocado em segundo plano. Deste modo minha
terceira postagem revisitada trata do brincar na escola.
A postagem revisitada fala do brincar na
escola mas aborda principalmente a questão do jogo como um facilitador da
aprendizagem assim como da interação social entre as crianças, e neste contexto,
percebo que o jogo e brincadeira eles
são aceitos no contexto escolar, mas a
brincadeira, o brincar fora do contexto da Educação Física ou com um claro
cunho pedagógico ainda são entendidos como um meio de passar um tempo fora da
sala de aula.
Se
brinquedos são sempre suportes de brincadeiras, sua utilização deveria criar
momentos lúdicos de livre exploração, nos quais prevalece a incerteza do ato e
não se buscam resultados. Porém, se os mesmos objetos servem como auxiliar da
ação docente busca-se resultados em relação à aprendizagem de conceitos e
noções, ao desenvolvimento de algumas habilidades. Nesse caso, o objeto
conhecido como brinquedo não realiza sua função lúdica, deixa de ser brinquedo
para tornar-se material pedagógico. Um mesmo objeto pode adquirir dois sentidos
conforme o contexto em que se utiliza: brinquedo ou material pedagógico
(KISHIMOTO, 1993, p.15)
O
brincar que me refiro, é o se permitir brincar com as crianças propiciar momentos
em que as crianças possam brincar, interagir entre elas e com o professor e com
as pessoas que fazem parte do seu cotidiano escolar. Neste sentido Wajskop afirma
a brincadeira é uma situação privilegiada de
aprendizagem infantil onde o desenvolvimento pode alcançar níveis mais
complexos, exatamente pela possibilidade de interação entre os pares em uma
situação imaginária e pela negociação. (WAJSKOP 2005, p. 35)
Durante
esta semana em dois momentos este brincar com meus alunos foi visto como, um
passar de tempo. E que percebo foi uma mudança em minha postura, algum tempo
atrás ficaria constrangida pelos comentários, mas atualmente posso responder
não somente através de argumentos teóricos como apontar a diferença que estes
momentos fizeram e fazem na minha turma.
O brinquedo fornece ampla estrutura básica
para mudança das necessidades e da consciência. A ação na esfera imaginativa, a
criação das intenções voluntárias e a formação dos planos da vida real e
motivações volitivas, tudo aparece no brinquedo [...] A criança desenvolve-se,
essencialmente, através do brinquedo. (VYGOTSKY 1991, p. 117)
Este expressar
muitas vezes se traduzem em atitudes consideradas indisciplinadas ou em
quietudes que não são próprias de crianças pequenas e é através do brincar que estes
conflitos se revelam, auxiliando o professor a trabalhar e principalmente acolher
este aluno.
KISHIMOTO,
Tizuko Morchida. O jogo e a educação
infantil. São Paulo: Pioneira, 1993.
VYGOTSKY,
L.S. A formação social da mente: o
desenvolvimento dos processos
psicológicos superiores. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
WAJSKOP,
G. Brincar na pré-escola. São Paulo:
Cortez, 2005.
Nenhum comentário:
Postar um comentário