Segundo Freud, a educação ao lado da política e da psicanálise seria uma profissão impossível.Ele destaca alguns motivos para justificar esta afirmação.O educador lida com a palavra e nós não temos controle sobre o seu efeito nas outras pessoas assim como, deixamos transparecer na nossa fala o nosso inconsciente portanto ela perde um pouco do seu objetivo inicial.
Freud ao falarda sexualidade infantil gerou grande impacto em sua época, para ele tratando-se de sexualidade infantil os pais fariam um grande desserviço aos filhos,uma vez que utilizavam-se de fábulas para tratar de assuntos como, por exemplo, a origem dos bebês.Neste sentido lembro de uma pequena história contada em uma entrevista por uma psicanalista, a menina queria saber de onde vinham os bebês,a mãe contou toda uma história sobre a sementinha colocada na barriga da mãe,torcendo para a filha não perguntar como a semente ia para na barriga da mãe.Terminada a história a menina diz:-" Achei que os bebês vinham do hospital!"
As crianças já possuem suas teorias a respeito dos assuntos ligados a sexualidade,querem portanto somente uma confirmação,segundo Freud,elas não escutam as explicações fornecidas pelos adultos indo ao encontro da história acima, o melhor seria através da conversa, perguntar o que eles pensam sobre o assunto,para que a nossa explicação esteja de acordo com o entendimento da criança.
Na escola o educador também encontra dificuldades de tratar com este tema,principalmente,quando se trata de crianças pequenas,pois, para Freud o educador deveria ter contato com sua infância e a sua sexualidade coisa praticamente impossível que exigiria que o educador buscasse auxílio na análise ou outra maneira de se autoconhecer.Além de suas limitações o educador esbarra no fator social,a sociedade associa a necessidade da educação sexual na escola somente quando os alunos entram na adolescência.
Um educador deve ser justo para o educando, segundo Freud, buscando um equilíbrio entre o prazer individual e as necessidades sociais. Um educador "psicanaliticamente orientado" irá direcionar as pulsões parciais de seus alunos, oferecendo argila para transformar o desejo da criança de manipular suas fezes ou de incentivar a curiosidade e a pesquisa na transformação da pulsão de escópia ( prazer pelo olho).
Freud, deixa claro que não cabe ao professor fazer analise em seus alunos,mas, de posse deste conhecimento saiba reconhecer as etapas pela qual seus alunos está passando, conseguindo que esta passagem ocorra de uma maneira mais tranquila possível, tendo em vista que a repressão das pulsões parciais pode gerar neuroses.
Deixo como sugestão o video do psicanalista, doutor em psicologia da educação Leandro de Lajonquière da USP, em que ele tece importantes considerações do papel do professor à luz da psicanálise < https://youtu.be/k11vFj0qNw0 > acessado em 11/10/15
domingo, 25 de outubro de 2015
domingo, 18 de outubro de 2015
Pensando sobre a alfabetização
O processo de alfabetização é muito importante na vida de uma pessoa e portanto é merecedor de toda nossa atenção. O debate a respeito de qual método deve ser usado está sempre presente entre os professores,principalmente daqueles que pertencem ao primeiro ciclo.
Mais que conseguir decifrar o código da escrita e da leitura,nós desejamos que nossos alunos se apropriem destes códigos sabendo utilizá-los em seus dia-a-dia e que percebam sua utilidade em nossa sociedade.
Dessa forma, quando disponibilizamos aos nossos alunos vários tipos de materiais impressos possibilitamos que eles próprios percebam como podemos utilizar a escrita e qual é a importância da leitura.
No processo de alfabetização precisamos partir do princípio que as atividades precisam ter significado para a criança, que o lúdico tem que estar presente em nossas aulas e que crianças precisam se movimentar,ir para o pátio....
Segundo Emília Ferreiro "as crianças tem o péssimo hábito de não pedir permissão para aprender.", e quantos dos nossos alunos sabem palavras em inglês por causa dos jogos de computador ou nos surpreendem com o domínio da tecnologia.As crianças chegam na escola sabendo da existência de letras e palavras,no entanto, falta o conhecimento de como utilizá-las para que possa se comunicar com as pessoas a sua volta.
Mais que conseguir decifrar o código da escrita e da leitura,nós desejamos que nossos alunos se apropriem destes códigos sabendo utilizá-los em seus dia-a-dia e que percebam sua utilidade em nossa sociedade.
Dessa forma, quando disponibilizamos aos nossos alunos vários tipos de materiais impressos possibilitamos que eles próprios percebam como podemos utilizar a escrita e qual é a importância da leitura.
No processo de alfabetização precisamos partir do princípio que as atividades precisam ter significado para a criança, que o lúdico tem que estar presente em nossas aulas e que crianças precisam se movimentar,ir para o pátio....
Segundo Emília Ferreiro "as crianças tem o péssimo hábito de não pedir permissão para aprender.", e quantos dos nossos alunos sabem palavras em inglês por causa dos jogos de computador ou nos surpreendem com o domínio da tecnologia.As crianças chegam na escola sabendo da existência de letras e palavras,no entanto, falta o conhecimento de como utilizá-las para que possa se comunicar com as pessoas a sua volta.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
A escola em seu tempo histórico
Nestas últimas aulas temos sidos provocadas a refletir sobre o papel da escola e da educação ao longo da história.
Não há como dissociar a escola do seu papel político, ao longo das décadas a escola tem sido utilizada para manter o status quo, garantindo que cada um saiba e se resigne ao seu papel dentro da sociedade. Muitas vezes temos testemunhado medidas que possuem o caráter reformador,no entanto, se formos analisar os reais interesses percebemos que mais uma vez temos a manutenção das políticas econômicas.
Mas assim como a escola é uma peça da engrenagem social,nós enquanto educadores podemos fazer diferente. Temos um papel social importante. Não é uma tarefa fácil.pois, temos que nos despojar de antigos ensinamentos, afinal somos fruto deu uma educação onde um bom aluno era aquele que não questionava, onde o importante era a uniformização dos alunos.
Mas temos testemunhados iniciativas de fazer da escola um lugar diferente ,um lugar capaz de atender uma nova geração muito diferente da nossa. Uma geração marcada pelo imediatismo, pelo consumo e onde a mídia dita os novos valores e padrões.
A escola estando inserida na sociedade, não tem como deixar de refletir os novos hábitos culturais, nossos alunos estão cada vez em busca de novidades que mudam numa velocidade que é impossível de se acompanhar. A imagem torna-se mais importante do que a sua essência.O grande desafio é o de despertar neste aluno a importância de se construir o seu conhecimento, de se utilizar as novas tecnologias para buscar e formar novos conceitos. O professor torna-se mais que um mediador, suas interferências serão importante para que este alunos possam avaliar o rumo de suas pesquisas e fazer os ajuste necessários.
Dentro do cotidiano escolar mais um conhecimento se faz presente,psicanálise. através dele compreendemos que nossos alunos são únicos e que as vivências que possuem os afetam dentro e fora de sala de aula. Assim como o professor, não há como assim que passar pelos portões da escola esquecer tudo que foi vivido.
As relações dentro de sala de aula não existe neutralidade,a relação professor aluno é marcada pelo afeto. O processo de aprendizagem é marcada muito, pela identificação professor-aluno. Portanto, nossas atitudes o que falamos, como transmitimos o conteúdo ou como dirigimos a um aluno irá causar um efeito não somente nele ,mas como em toda a turma que não conseguimos avaliar imediatamente.
As teorias de Freud sinalizam que as atitudes tanto dos alunos como as nossas tem causa que muitas vezes desconhecemos. Desse modo, estando atento as atitudes e principalmente as mudanças de comportamento podemos orientar os pais a buscarem apoio para descobrir o que tem afligido o filho.
Não há como dissociar a escola do seu papel político, ao longo das décadas a escola tem sido utilizada para manter o status quo, garantindo que cada um saiba e se resigne ao seu papel dentro da sociedade. Muitas vezes temos testemunhado medidas que possuem o caráter reformador,no entanto, se formos analisar os reais interesses percebemos que mais uma vez temos a manutenção das políticas econômicas.
Mas assim como a escola é uma peça da engrenagem social,nós enquanto educadores podemos fazer diferente. Temos um papel social importante. Não é uma tarefa fácil.pois, temos que nos despojar de antigos ensinamentos, afinal somos fruto deu uma educação onde um bom aluno era aquele que não questionava, onde o importante era a uniformização dos alunos.
Mas temos testemunhados iniciativas de fazer da escola um lugar diferente ,um lugar capaz de atender uma nova geração muito diferente da nossa. Uma geração marcada pelo imediatismo, pelo consumo e onde a mídia dita os novos valores e padrões.
A escola estando inserida na sociedade, não tem como deixar de refletir os novos hábitos culturais, nossos alunos estão cada vez em busca de novidades que mudam numa velocidade que é impossível de se acompanhar. A imagem torna-se mais importante do que a sua essência.O grande desafio é o de despertar neste aluno a importância de se construir o seu conhecimento, de se utilizar as novas tecnologias para buscar e formar novos conceitos. O professor torna-se mais que um mediador, suas interferências serão importante para que este alunos possam avaliar o rumo de suas pesquisas e fazer os ajuste necessários.
Dentro do cotidiano escolar mais um conhecimento se faz presente,psicanálise. através dele compreendemos que nossos alunos são únicos e que as vivências que possuem os afetam dentro e fora de sala de aula. Assim como o professor, não há como assim que passar pelos portões da escola esquecer tudo que foi vivido.
As relações dentro de sala de aula não existe neutralidade,a relação professor aluno é marcada pelo afeto. O processo de aprendizagem é marcada muito, pela identificação professor-aluno. Portanto, nossas atitudes o que falamos, como transmitimos o conteúdo ou como dirigimos a um aluno irá causar um efeito não somente nele ,mas como em toda a turma que não conseguimos avaliar imediatamente.
As teorias de Freud sinalizam que as atitudes tanto dos alunos como as nossas tem causa que muitas vezes desconhecemos. Desse modo, estando atento as atitudes e principalmente as mudanças de comportamento podemos orientar os pais a buscarem apoio para descobrir o que tem afligido o filho.
domingo, 4 de outubro de 2015
Tipos de conhecimento
Quando planejamos uma atividade para nossos alunos,precisamos ter claramente estabelecidos os objetivos que desejamos alcançar. Assim como, saber o que esperar de cada faixa etária.
De acordo com Piaget, os conhecimentos se constroem através das interações do sujeito com o objeto (ou meio físico e /ou social).
(RANGEL,1999.p39 apud PIAGET [1972] )
Existindo três tipos de conhecimento: social, físico, lógico -matemático.
Quando ensinamos o alfabeto para nossos alunos estamos utilizando o conhecimento social, uma vez que, a escrita como conhecemos atualmente foi sendo desenvolvida ao longo da história sendo representação da cultura ocidental. O papel do professor nesta atividade é o de explicar, neste caso, como funciona o nosso código da escrita.
Mas quando levamos para nossos alunos diversos materiais impressos onde ele pode encontrar não somente letras mas palavras, estamos utilizando o conhecimento físico.
Ao solicitar que seus alunos coloquem seus nomes em suas atividade para que possa identifica-las,ou então, conjuntamente eles ditam e a professora escreve no quadro um bilhete para outra turma, fazendo com que eles reflitam sobre a maneira que estão utilizando-se das letras para escreve-lo, neste momento o conhecimento lógico-matemático está sendo utilizado.
No conhecimento motor, as crianças precisam além d perceberem a utilização social da escrita, precisam praticar, então, eles podem escrever letra ou palavras com massinhas de modelar, em areia .... Eles também podem copiar pequenos recadinhos pra distribuir em casa ou entre amigos.
Dessa forma, graduar o nível de dificuldade das atividades é essencial para estas não sejam desinteressante para os alunos. Assim, se a tarefa for fácil eles podem ficar desestimulados,mas, o contrário pode levá-los a duvidar de sua capacidade de resolução.
RANGEL, A.P. Psicologia da Educação: Teorias de aprendizagem.. Disponível <http://prolicenmus.ufrgs.br/ repositorio/moodle/material_ didatico/psicologia_educacao/ turma_f/un01/links/teorias_ aprendizagens.pdf
> acessado em 04/10/2015.
De acordo com Piaget, os conhecimentos se constroem através das interações do sujeito com o objeto (ou meio físico e /ou social).
(RANGEL,1999.p39 apud PIAGET [1972] )
Existindo três tipos de conhecimento: social, físico, lógico -matemático.
Quando ensinamos o alfabeto para nossos alunos estamos utilizando o conhecimento social, uma vez que, a escrita como conhecemos atualmente foi sendo desenvolvida ao longo da história sendo representação da cultura ocidental. O papel do professor nesta atividade é o de explicar, neste caso, como funciona o nosso código da escrita.
Mas quando levamos para nossos alunos diversos materiais impressos onde ele pode encontrar não somente letras mas palavras, estamos utilizando o conhecimento físico.
Ao solicitar que seus alunos coloquem seus nomes em suas atividade para que possa identifica-las,ou então, conjuntamente eles ditam e a professora escreve no quadro um bilhete para outra turma, fazendo com que eles reflitam sobre a maneira que estão utilizando-se das letras para escreve-lo, neste momento o conhecimento lógico-matemático está sendo utilizado.
No conhecimento motor, as crianças precisam além d perceberem a utilização social da escrita, precisam praticar, então, eles podem escrever letra ou palavras com massinhas de modelar, em areia .... Eles também podem copiar pequenos recadinhos pra distribuir em casa ou entre amigos.
Dessa forma, graduar o nível de dificuldade das atividades é essencial para estas não sejam desinteressante para os alunos. Assim, se a tarefa for fácil eles podem ficar desestimulados,mas, o contrário pode levá-los a duvidar de sua capacidade de resolução.
RANGEL, A.P. Psicologia da Educação: Teorias de aprendizagem.. Disponível <http://prolicenmus.ufrgs.br/
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