Nesta semana iniciamos a interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental na qual assistimos a aula inaugural da Faculdade de Educação da UFRGS/ 2017 ministrada pelo Professor Carlos Roberto Jamil Cury.
No decorrer de sua fala professor Jamil Cury estabelece relações com períodos históricos brasileiros e as modificações nas leis que regem a educação brasileira. A reforma do Ensino através de modificações na LDB , nos faz refletir não somente sobre os rumos da educação no Brasil como principalmente sobre o cenário político- econômico que vem se formando e seus desdobramento para todo o país.
A reforma do Ensino Médio,que de acordo com seus defensores permite que os jovens escolham não somente as disciplinas que desejam cursar como em ter ou não, uma formação profissional ao sair da escola. Precisa ser discutida a luz do cenário político -econômico que o Brasil está vivendo, em nossa história recente reformas como esta do ensino médio já foram implementadas, apesar do período histórico ser diferente as intenções são muito diferentes.
Enquanto os alunos oriundos de camadas populares precisam optar por qual disciplina devem escolher e como esta escolha poderá influenciar em sua vida quando desejarem se aposentar, o currículo daqueles que podem cursar uma escola particular contempla cada vez mais disciplinas e atividades que possibilitam a eles não somente um conhecimento maior como explorar ao máximo suas potencialidades.
Como foi muito bem colocado pelo professor Jamil, que aluno de quinze anos tem maturidade e interesse em optar em ter aula de História, por exemplo? As escolas estão preparadas para ofertar aos seus alunos os cinco eixos?
Desta forma,a maioria dos estudantes irão optar pelo curso profissionalizante ou para aqueles alunos que almejam cursar uma universidade por aquele eixo que contempla as matérias mais "importantes" e possuem mais peso no vestibular.
Concordo com o professor Jamil é necessário se discutir este novo Ensino Médio, assim como, repensar como estamos formando nossos alunos no Ensino Fundamental.Será que não estamos exigindo deles cada vez menos? Quando debatemos em nossas escolas que as famílias não valorizam a educação e por este motivo a cada ano eles vem sem noções básicas ,como por exemplo, em que situações usamos números ou letras,não estamos inconscientemente repetindo um discurso elitista? Realmente não podemos negar que nossas crianças em sua maioria não possuem, em suas casa, um ambiente alfabetizador, mas acredito que precisamos debater estas questões para que a trilha sonora das próximas gerações não seja a música do cantor Zé Ramalho,Admirável Mundo Novo.
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